Hoje guiei meus passos sem rumo, enquanto a chuva caía lá fora.
As gotas beijavam meu rosto, e a cada uma delas, eu queria que fosse você, fazendo isso.
O vento frio, me embalava e acariciava meus cabelos, e eu ainda desejando que fosse você.
Na minha cabeça, os planos que eu fiz pra nós. No meu coração, os sonhos que eu tive por você.
Ao enxugar do rosto as lágrimas do céu junto às minhas, me perguntei, por que eu insisto em te amar? Por que eu insisto em nós?
sábado, 27 de dezembro de 2008
Ce Soir
Talvez essa noite eu ouvirei a nossa música e esperarei por você como sempre faço. Estarei aqui como sempre, como você me deixou. Ficarei imaginando onde você está, como está, com quem está. Imaginarei como seria se estivéssemos juntos. Tentarei compreender os nossos erros, porque sim, nós dois erramos. Talvez o tempo e a vida nos perdoem por isso. Talvez você me perdoe por eu ter te amado tanto, e por ter dito isso pra você. Talvez eu me perdoe por ter acreditado em você.
Quando cair a noite sobre a cidade, é você quem vai estar em mim, e isso é certo. Quando a escuridão tomar conta de tudo, e você quem vai brilhar sobre mim. Além de tudo, apesar de tudo. E por mais que doa, eu irei tentar me perdoar, simplesmente por não poder me esconder, simplesmente por não poder te odiar, por não conseguir te esquecer.
Quando cair a noite sobre a cidade, é você quem vai estar em mim, e isso é certo. Quando a escuridão tomar conta de tudo, e você quem vai brilhar sobre mim. Além de tudo, apesar de tudo. E por mais que doa, eu irei tentar me perdoar, simplesmente por não poder me esconder, simplesmente por não poder te odiar, por não conseguir te esquecer.
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Pour Vous
Tudo que escrevo, escrevo pra você. Cada palavra, cada verso cheio de sentimento e verdade, são os que estão escritos em meu coração. Cada poema, cada canção que deixo escapar por entre as paredes do meu quarto em silêncio, todas as noites, quando penso em você, são os ecos tristes da minha esperança talvez infundada. É tudo o que sei. E é tudo o que faço agora. Porque é só o que me resta... Transformar em poema, em canção, cada memória, cada vertigem, cada impulso. Pra que a nossa encantadora história fique guardada pra sempre. Seja nas minhas frases rabiscadas nos meus cadernos, seja nas paredes do meu quarto, seja nas cicatrizes do meu coração.
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Você
Já não sei mais o que dizer. Já não sei mais por onde caminhar. O certo, é só o que sinto. O incerto, é só o destino. Você ainda está nos meu sonhos, ainda passa os dias nos meus pensamentos. Todos os meus sentimentos foram revelados a você, e isso me amedronta. Você sabe das minhas fraquezas, e dos meus receios. Você sabe dos meus desejos, e dos meus sonhos. Eu ainda estou aqui, a esperar...
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Dilema
Como seria se todas as dúvidas que temos, tivessem respostas? Se cada resposta fosse prontamente colocada em nossas caras, escancaradas? Nós como seres humanos, cheios de teorias sobre todas as coisas (e até sobre todas as pessoas), muitas vezes ficamos sem palavras pra poder decifrar a complexidade que existe dentro de nós mesmos, pra poder responder as perguntas que fazemos a nossa própria consciência. Nos falta palavras pra explicar nossos sentimentos escondidos atrás de nossa covardia, pra jogar na cara do mundo aquilo que temos entalados na garganta, pra tentar ter as respostas que buscamos. Palavras, respostas... onde podemos encontrar aquilo que nos fará aprender a lidar com tudo isso? Mas... será que devemos mesmo desejar essa tal certeza plena com tanta força? Talvez o mundo seria um tanto sem graça se tudo tivesse resposta. Talvez a vida não teria tanto brilho se a dúvida não tomasse conta das nossas ações... se não houvessem os dilemas, não haveriam as palavras de certos poemas, nem as músicas tristes que nos emocionam tanto. A vida é um emaranhado de dúvidas, muitas delas sem resposta, e são elas que nos movem em parte. Mas, a maioria das respostas, podemos encontrar dentro de nós mesmo, basta perceber a imensidão que existe dentro de nossa complexa humanidade. Temos que aprender a olhar mais pra dentro, ao invés de tentar procurar a resposta nos outros. Olhe pra si, veja a si mesmo. Tente ver as respostas no fundo dos seus próprios olhos, na parte mais encoberta de sua alma, aonde só você pode ver...
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Froid
E então, o frio. O vento quase que cortando a superfície, o sol escondido por entre o véu de nuvens cinzas, e a luz alva deixando cada paisagem magicamente pálida. O arrepio, a pele que busca por um toque que aqueça, que afague. O tremor, a espinha que queima, as mãos geladas, o torpor... O coração, que sozinho tenta reacender, batendo lentamente.
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O quarto
Os segredos mais secretos, os sorrisos mais íntimos, as lágrimas mais sinceras, os gritos mais silenciosos, as vontades mais incontroláveis, os sonhos mais impossíveis, a solidão mais companheira (e angustiante), e as paredes mais sinceras e amigas que eu já conheci.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
'E eu aqui queimando no inferno da solidão, preferi desistir de tentar...
...Dói aqui dentro, enquanto é tempo eu tento disfarçar.'
...Dói aqui dentro, enquanto é tempo eu tento disfarçar.'
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domingo, 21 de dezembro de 2008
...
E assim, ela vivia. Sem mais, ou demais. Sem excessos, sem mistérios, só mais uma em meio de muitas. Cheia de cautela, de razão, mas sempre se perdia ao olhar pra dentro de si mesma. Toda cautela, toda razão, se perdia por uma palavra, um olhar, um indício. Ela sempre tentou se fechar dentro das suas próprias desilusões, mas sempre se feriu com os cacos dos seus sonhos. Sempre abriu seu coração, pra poder sentir, e tentar saber, ter certeza sobre o que era, o que havia ali, mas assim, acabou por se expor demais.
E era assim, na solidão em que ela mesma se colocou, via a vida passar. As luzes refletidas nas paredes que engoliam as palavras e os sussurros que ela dizia em silêncio. Os sons dos acordes que ela tomava sempre como abraços pra amenizar o vazio que ela carregava, às vezes só aumentavam o grande espaço que ela não podia preencher. As fotos que nunca foram tiradas, as flores que ela nunca ganhou, as palavras que ela não ouviu, os sorrisos alheios, as sensações que nunca existiram, os amigos, os amores que lhe deram as costas, ali, cravados nela, enquanto seus olhos refletiam os tons entre o claro e o escuro, daquele mundo pra onde ela podia fugir. Quantas vezes na solidão de seus dias, não se imaginava segurando as mãos de alguém. Ali, na overdose de cores e sons, imagens e gritos silenciosos, ela sonhava com aquilo que jamais viveu. Ela queria, sonhava, com alguém que a fizesse viver. Alguém que afundasse nela, e a fizesse percorrer por mundos que ela desconhecia; alguém que ela pudesse olhar no fundo dos olhos e contar seus segredos, planos; alguém que a quisesse sempre por perto.
E caminhava pelas ruas, vendo pessoas, apenas rostos sem nome numa multidão que segue seu caminho. E então o céu, o vendo, as flores caídas no chão, as folhas por cair, os vôos, os ruídos, e a profusão de passos e palavras. Em cada face, sorrisos, rugas, gotas, cada qual com seus motivos, mãos dadas, e todos ali, pra ela, têm em quem se apoiar, enquanto ela ali, caminhando, finge saber seu caminho, se perguntando por que ela vive assim. Ela se agarra nas mãos do vento, aquela sem toque, sem amparo, e segue seu passo. O mundo passando, a vida passando, e ela por imaginar uma história feliz pra si. História, sem realidade. E as pessoas passando por ela sem imaginar o que se passa naquela estranha menina, que finge ter rumo. Ela segue, com a esperança que um dia não importa aonde ela vá, exista alguém que a espere.
E vai ser assim. Perguntas, frases, cartas, versos, todos sem resposta. Canções sem abraço. Nem olhares, nem confissões. Noites amargas, caminhos sem rumo, e sem espera. Enquanto a vida quiser, enquanto a solidão fizer parte dela, enquanto o mundo passar... a vida passar.
E era assim, na solidão em que ela mesma se colocou, via a vida passar. As luzes refletidas nas paredes que engoliam as palavras e os sussurros que ela dizia em silêncio. Os sons dos acordes que ela tomava sempre como abraços pra amenizar o vazio que ela carregava, às vezes só aumentavam o grande espaço que ela não podia preencher. As fotos que nunca foram tiradas, as flores que ela nunca ganhou, as palavras que ela não ouviu, os sorrisos alheios, as sensações que nunca existiram, os amigos, os amores que lhe deram as costas, ali, cravados nela, enquanto seus olhos refletiam os tons entre o claro e o escuro, daquele mundo pra onde ela podia fugir. Quantas vezes na solidão de seus dias, não se imaginava segurando as mãos de alguém. Ali, na overdose de cores e sons, imagens e gritos silenciosos, ela sonhava com aquilo que jamais viveu. Ela queria, sonhava, com alguém que a fizesse viver. Alguém que afundasse nela, e a fizesse percorrer por mundos que ela desconhecia; alguém que ela pudesse olhar no fundo dos olhos e contar seus segredos, planos; alguém que a quisesse sempre por perto.
E caminhava pelas ruas, vendo pessoas, apenas rostos sem nome numa multidão que segue seu caminho. E então o céu, o vendo, as flores caídas no chão, as folhas por cair, os vôos, os ruídos, e a profusão de passos e palavras. Em cada face, sorrisos, rugas, gotas, cada qual com seus motivos, mãos dadas, e todos ali, pra ela, têm em quem se apoiar, enquanto ela ali, caminhando, finge saber seu caminho, se perguntando por que ela vive assim. Ela se agarra nas mãos do vento, aquela sem toque, sem amparo, e segue seu passo. O mundo passando, a vida passando, e ela por imaginar uma história feliz pra si. História, sem realidade. E as pessoas passando por ela sem imaginar o que se passa naquela estranha menina, que finge ter rumo. Ela segue, com a esperança que um dia não importa aonde ela vá, exista alguém que a espere.
E vai ser assim. Perguntas, frases, cartas, versos, todos sem resposta. Canções sem abraço. Nem olhares, nem confissões. Noites amargas, caminhos sem rumo, e sem espera. Enquanto a vida quiser, enquanto a solidão fizer parte dela, enquanto o mundo passar... a vida passar.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Sete dias
Uma semana, sete dias. Tempo que faz, que eu pude olhar nos teus olhos, que eu pude sentir as tuas mãos em volta de mim (ah, o teu abraço, tão terno), que a tua voz invadiu meus pensamentos. Tempo que faz, que achei que tudo tomaria um novo rumo, que o destino seria mudado. Talvez mudou. Não da maneira que eu queria, mas mudou. Eu não sei mais o que será, as minhas certezas se partiram. Mas eu ainda sonho com você, eu ainda teimo a desejar você, eu ainda teimo a amar você. E o que faço, se o nosso conto de fadas fugiu das minhas mãos?
Como queria ter de novo o teu abraço, e as palavras que disse depois daquele breve encontro. Como queria voltar no tempo, e ter de novo os seus olhos. Como queria ter, apenas, você. Como queria ser capaz de ter, não mais, do que o teu coração.
Sete dias...
E eu sei que esta noite, como em todas as outras, meus sonhos serão por você.
Como queria ter de novo o teu abraço, e as palavras que disse depois daquele breve encontro. Como queria voltar no tempo, e ter de novo os seus olhos. Como queria ter, apenas, você. Como queria ser capaz de ter, não mais, do que o teu coração.
Sete dias...
E eu sei que esta noite, como em todas as outras, meus sonhos serão por você.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Quebre o silêncio
Palavras. Ditas, choradas, silenciadas, mas ainda sim, palavras. Que digo, tento dizer, não consigo, que param no nó da garganta tentando desatar o nó da alma, a agonia. Não são apenas sons, letras, fonemas, ou sínteses. São sentimentos jogados ao mundo de um jeito que possa ser compreendido, mesmo que às vezes não se possa compreender. Palavras que queriam ser ouvidas, esquecidas, que perseguem, machucam, maltratam, mas que fazer renascer, dão luz, esperança. Se um dia se fizerem lágrima, no outro podem se transformar, e assim como borboletas, carregar a felicidade nas asas. Expressão, impressão. Vamos, quebre o silêncio...
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