sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fomos.

Dói. Agora, e como sempre doeu, mesmo eu tentando negar. A tua ausência sempre me causou agonia e me deixou mergulhada no caos da minha loucura. Depois de mais de dois ciclos da lua, achei que tivesse me acostumado. Mas me peguei sentindo teu perfume no ar... me lembrei do jeito bobo quando olhava pra mim, do jeito que você acariciava os meus cabelos quando me beijava, de quando você me segurava pela cintura e olhava pra mim me chamando de 'minha menina', de quando você me abraçava apertado, do teu jeito de sussurrar pequenas bobagens no meu ouvido, do teu jeito de beijar meus olhos, do teu jeito de beijar a minha boca, do teu jeito de sempre me fazer rir quando eu estava triste, e de mais todas aquelas coisas que só você me fez sentir. E eu me pergunto se eu vou ter isso de volta, se você ainda se lembra como era. E era... e eu não consigo achar palavras pra definir o que era, o que éramos. Éramos um só, sem definições ou julgamentos. Éramos. E eu espero que voltemos a ser, quem sabe, um dia.


'O que fomos não será definido por palavras fáceis que alguém dirá, não estará nos calendários, dicionários, nem nas buscas do google...'





2 dias. ♥

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Das nossas contradições.

Eu não posso negar que nós dois somos um poço de sentimentos controversos. Não posso. Somos nós, dois feitos de puro desejo, e pura frieza, puro carinho, e pura distância. Isso não faz o que sentimos um pelo outro ser falso ou pequeno. Muito pelo contrário. É essa antítese que nos torna tão diferentes, parecidos, próximos e presos um ao outro. Pelo menos é isso que me prende a você.
Percebo agora, mais do que nunca, que não posso me basear nos teus sentimentos pra estar certa dos meus, pra assegurar os meus. Isso era só no início, quando era você que dizia que me amava, e eu não tinha o que dizer. Hoje, eu tenho o que dizer, eu amo você, mas não sei o que tenho em troca.
Do seu jeito expansivo, e do meu retraído. Das tuas mãos curiosas e quentes, e das minhas medrosas e frias. Da tua voz macia e terna, e da minha aguda e nervosa. Dos teus olhos semi-verdes e belos, e dos meus castanhos e opacos. Da tua coragem, e do meu medo. E de nós, somos feitos disso, e de uma eternidade de sentimentos e graças que só nos temos, nos completando, nos encaixando, nos fazendo oposto um do outro.
E é dessas nossas contradições, que eu afirmo, que todos os dias, eu amo você, e me odeio por isso. Talvez por te querer mais perto, talvez por te querer distante, talvez por querer que você me amasse como eu amo você, talvez por querer de volta aquele por quem eu me apaixonei.




4 dias. ♥

*foto: a primeira flor.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Do súbito da noite.

Ontem me peguei pensando em você. Não, não era como antes. Não era como ultimamente, com aquele sentimento de abandono e distância que era tão comum. Me lembrei de você, enxergando a tua alma, sentindo o teu coração. Era como no início. Não conseguia sentir raiva, mágoa, ressentimento. Era de volta aquele sentimento de conforto em saber que você estaria onde eu estivesse, que o teu coração estava comigo, e o meu, contigo (mesmo com a distância).

Já era hora das borboletas baterem novamente as asas aqui dentro.



23 dias. ♥