quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Dos dedos enrugados.

Faz tempo. Tempo em que não deixo as palavras saírem do coração, e saírem pelas mãos.
Mas nunca deixei de pensar em palavras. Principalmente durante os longos banhos de toda noite.
Ali, a água, eu, e as palavras. Canções que inventei, histórias de vida inteiras, poemas, frases sem sentido, palavras de um escritor que não as escreveu. Enquanto a água descia dos meus cabelos pras costas, das costas pra serpentear na cintura, da cintura pras pernas, e das pernas pro nada, as palavras saíam do coração, iam pra cabeça, voltavam, iam pra boca do estômago, e dali pros dedos... ah os dedos, já enrugados, sufocados, sedentos por expor aquelas palavras que carregava. Palavras que acabaram por fugir...
E é pelos dedos enrugados, e pelo coração escritor, e pelas palavras que fugiram, que eu voltei. Pra tentar ficar.

Um comentário:

  1. meo, eo falo, me assusta como somos parecidas. Eh no banho ki eo consigo esfriar a cabeça e por meos pensamentos em dia *.*

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